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domingo, 30 de setembro de 2012

Como Contratar


 

Levantamento topográfico


Pagamento pode ser por área, por dia, serviço ou por preço global




Henryk Sadura/shutterstock
Além de todas as marcações do terreno, como eventuais construções, o levantamento também pode trazer informações sobre o comportamento do solo no caso de chuvas
O levantamento topográfico visa gerar um modelo da porção de terra, subterrânea ou superficial que se tornará planta do local onde será realizada a obra. O processo é dividido em fase de coleta, processamento e tratamento de dados, disposição e gerenciamento das informações coletadas, que irá compor relatório e planta da área. "São mapas em escala, uma cartografia voltada à implantação de projetos, com mais detalhes", explica Jorge Cintra, professor da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo).
Os profissionais aptos a prestar este serviço são o engenheiro agrimensor registrado no Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e o topógrafo, responsável técnico que assina a planta. O método mais utilizado é a geotecnologia, capaz de medir ângulos e distâncias por meio do taqueômetro, conhecido como estação total.
O scanner - semelhante ao taqueômetro e que faz 400 medições por segundo - é usado para criar modelos tridimensionais. Também pode ser utilizado o sensoriamento remoto, o imageamento por satélite, a aerofotogrametria e o posicionamento por GPS. Existe ainda a fotogrametria terrestre ou aérea, que usa filmes fotográficos ou imagens digitais - feitas com câmeras específicas.
ESPECIFICAÇÃO
Dentre os diversos tipos existentes, os mais usuais são o levantamento planimétrico, quando a projeção do terreno é feita em duas dimensões, representando comprimentos e larguras; e o levantamento planialtimétrico, quando são consideradas também as alturas e altitudes do terreno, resultando em planta em três dimensões. "Se o levantamento visa só à questão fundiária, ou seja, só os limites de propriedade, basta o planimétrico", exemplifica Régis Bueno, ex-professor da Poli-USP.
Já em loteamentos se faz necessário o levantamento planialtimétrico cadastral, em que são incluídas todas as marcações do terreno, como eventuais construções e áreas verdes protegidas. Esse cadastro é importante para que o construtor saiba se precisará desapropriar casas e terrenos e até mesmo se há necessidade de obter licença ambiental.
Além disso, podem ser levantadas questões temporais, como a análise da resposta do solo antes, durante e após a incidência de chuvas. Em alguns casos também é preciso fazer acompanhamento do volume de terra removida ou depositada no terreno.
O levantamento topográfico está presente em todas as etapas da obra, iniciando antes mesmo do desenvolvimento do projeto e passando pela marcação e implantação das fundações, construção de paredes etc. Geralmente, o profissional que fez o levantamento acompanha a construção. "Se ele não estiver disponível não há problema, porque o topógrafo gera uma planilha que outro profissional é capaz de interpretar e dar seguimento ao serviço", conta Ottorino Junior, diretor de obras da unidade São Paulo da Brookfield Incorporações.
COTAÇÕES DE PREÇOS E FORNECEDORES
O orçamento e o pagamento podem ser feitos por área, por dia, serviço ou por preço global, levando em consideração todas as etapas da construção. "A diária custa, em média, R$ 800 para cada equipe", avalia o diretor de obras da Brookfield.
O levantamento inicial geralmente é cobrado por metro quadrado, variando de acordo com a complexidade do terreno. "Em uma favela pode sair por R$ 2/m2, enquanto que um terreno limpo e plano pode custar R$ 0,10/m2", conta Maurílio Turbiani Junior, presidente da Aetesp (Associação das Empresas de Topografia do Estado de São Paulo), que aconselha à empresa contratada visitar o terreno antes de fechar negócio.
Os equipamentos empregados no levantamento também influenciarão no preço final. O GPS usado nesse tipo de serviço, por exemplo, possui tecnologia superior àquela utilizada em automóveis e pode custar de US$ 15 mil a US$ 30 mil. Sua manutenção também é cara e não sai por menos de US$ 100 a US$ 200 por dia. Todos esses valores compõem o custo final.
Dificuldades para as medições, como existência de matas preservadas, construções prévias, edificações tombadas e terreno com muitos desníveis também encarecem o serviço. Somam-se a isso regras impostas pela contratante, como ocorre com petrolíferas, que impõem restrições visando a segurança dos prestadores do serviço e dos funcionários da empresa.
LOGÍSTICA
Antes do orçamento, é preciso saber que tipo de levantamento será solicitado, quais especificações devem ser detalhadas e o nível de precisão dos dados. Logicamente, quanto maior a precisão das informações, maiores os custos.
Se a contratante não tiver engenheiro capaz de realizar as especificações, é preciso solicitar que uma consultoria realize a etapa pré-levantamento. "A empresa que prestará o serviço precisa conhecer exatamente as demandas da contratante para evitar erros ou gastos excedentes, não previstos no orçamento", explica Bueno.
É preciso checar se as delimitações do terreno estão de acordo com o que consta na documentação da área. Feito isso, é preciso limpar o terreno, retirando a vegetação rasteira e grama, que podem esconder desníveis do solo.
O topógrafo poderá fazer marcações no solo, para levantamentos terrestres ou aéreos, ou usar pontos de referência já existentes, como o cruzamento de ruas, quinas de construção prévia ou próxima do terreno.

Checklist
> É preciso estabelecer o tipo de levantamento necessário antes de realizar o orçamento. Pode ser preciso contratar uma consultoria
> Deixe o terreno livre de capim e outros elementos que possam dificultar o levantamento
> Ao contratar a empresa que prestará o serviço, deixe claro como será feito o pagamento e quais etapas da obra a equipe de levantamento terá que acompanhar
> Dependendo de cada caso, pode ser preciso obter licenças ambientais e desapropriar áreas para realizar a obra
> É comum que o topógrafo volte para acompanhar as fundações e a construção para checar se está de acordo com o levantamento


FONTE : http://revista.construcaomercado.com.br

Infográfico sobre topografia


sábado, 29 de outubro de 2011

TOPOGRAFIA x CARTOGRAFIA



Há, no momento, uma grande confusão com relação aos trabalhos de levantamentos topográficos de áreas rurais, no que tange à apresentação das peças técnicas (Desenhos, Memoriais, Relatórios técnicos, etc.), tendo em vista o atendimento às portarias e normativas do INCRA que, por sua vez, estão apoiadas na nova lei 10.267, de 28 de agosto de 2001, regulamentada pelo decreto 4.449 de 30 de outubro de 2002.
Colocamos aqui mais uma vez a nossa opinião, com o objetivo sempre de contribuir com os nossos usuários, que nos têm enviados manifestações por e-mails e por telefone, solicitando maiores esclarecimentos sobre as aplicações dos dispositivos da Lei 10.267, principalmente no tocante ao ponto que temos criticado, qual seja, a edição de memoriais descritivos a partir das coordenadas georeferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro.
Transcrevemos aqui, para melhor entendimento da nossa exposição nesta resenha, trecho do Art. 3° da lei 10.267, que dá nova redação aos art´s 169, 176, 225 e 246 da lei 6.015 de 31 de dezembro de 1973.
Em especial destacamos a nova redação dos § 3o § 4o do art 176, bem como do § 3o do art. 225 da lei alterada...
"Art. 176. (Lei 6.015 - § 3o § 4o , com nova redação)................3) a identificação do imóvel, que será feita com indicação:
a - se rural, do código do imóvel, dos dados constantes do CCIR, da denominação e de suas características, confrontações, localização e área;
b - se urbano, de suas características e confrontações, localização, área, logradouro, número e de sua designação cadastral, se houver..................§ 3o Nos casos de desmembramento, parcelamento ou remembramento de imóveis rurais, a identificação prevista na alínea a do item 3 do inciso II do § 1o será obtida a partir de memorial descritivo, assinado por profissional habilitado e com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro e com precisão posicional a ser fixada pelo INCRA, garantida a isenção de custos financeiros aos proprietários de imóveis rurais cuja somatória da área não exceda a quatro módulos fiscais.
§ 4o A identificação de que trata o § 3o tornar-se-á obrigatória para efetivação de registro, em qualquer situação de transferência de imóvel rural, nos prazos fixados por ato do Poder Executivo."(NR)
"Art. 225. (Lei 6.015 - § 3o , com nova redação)
§ 3o Nos autos judiciais que versem sobre imóveis rurais, a localização, os limites e as confrontações serão obtidos a partir de memorial descritivo assinado por profissional habilitado e com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, geo-referenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro e com precisão posicional a ser fixada pelo INCRA, garantida a isenção de custos financeiros aos proprietários de imóveis rurais cuja somatória da área não exceda a quatro módulos fiscais."(NR)
GEOREFERENCIAMENTO
A lei 10.267, objeto deste estudo, dá nova redação aos parágrafos citados impondo que os memoriais descritivos sejam as fontes de informações sobre limites, localizações e confrontações, nos autos judiciais que versem sobre imóveis rurais, e que estas informações tornem-se obrigatórias para efetivação de registro, em qualquer situação de transferência de imóveis rurais.
Até ai, nada a contestar. O problema se agrava quando esta mesma lei, no mesmo parágrafo citado acima, impõe a obrigatoriedade, nosso grifo, "contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, geo-referenciadas aos Sistema Geodésico Brasileiro".
Mas, o que é georeferenciamento?. O que significa editar o memorial descritivo "contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites, georeferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro"?.
- Georeferenciar significa fazer referência de um ponto, geodesicamente, a um determinado sistema de eixos. No caso ao meridiano central (MC), do fuso ao qual pertença o referido ponto (E) e ao equador (N).
Se estamos falando em georeferenciamento, estamos falando emCartografia e não em Topografia.
- Editar o memorial descritivo contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites, georeferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro, significa editar um memorial descritivo a partir do plano cartográfico e não do plano topográfico, como seria de se esperar, para qualquer trabalho de cadastramento rural ou de qualquer outra natureza.
TOPOGRAFIA
Fazer um levantamento topográfico, significa estabelecer um plano de projeção local, tangente à vertical do lugar e executar uma série de medições angulares e lineares com o objetivo de representar, no plano de projeção topográfico local, com a melhor proximidade da verdade, todos os detalhes de divisas, acidentes artificiais e naturais, áreas, modelagem do terreno etc., de tal forma que, considerada a tangência do plano topográfico local, as deformações decorrentes do pós-processamento, sejam as mínimas possíveis. Tem sido assim a milênios.
Enfim, cada ponto ou vértice do levantamento, estará referenciado a um sistema de eixos local.
CARTOGRAFIA
Uma representação georeferenciada de uma figura representativa de uma fazenda, (estamos falando de cadastro rural), representada pelos seus pontos georeferenciados ao Sistema Geodésico Brasileiro, significa projetar esta figura, não no plano topográfico local, mas sim no plano cartográfico brasileiro. Daí, a área calculada será a área de projeção cartográfica e não a área de projeção topográfica.
A área de uma mesma figura (uma fazenda por exemplo) quando representada no plano cartográfico, terá um valor diferente dependo da sua posição no fuso ao qual pertença, ao passo que a mesma figura representada no plano topográfico terá sempre o mesmo valor para qualquer lugar do mundo. Voltamos a repetir: Tem sido assim a milênios.
A lei 10.267 de 28 de agosto de 2001, ratificada pelo decreto 4.449 de 30 de outubro de 2002, veio dar nova interpretação a este conceito, obrigando a nós, engenheiros da mensuração, que ao levantarmos uma área de uma fazenda para fins de atualização do CNIR, e efetivação de registro em cartório, elaboremos um memorial descritivo a partir das coordenadas georeferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro, ou seja, a partir da representação cartográfica, de tal forma que, amparados por lei, passemos ao cartório uma interpretação equivocada, no que tange ao valor da área, azimutes e distâncias.
CARTOGRAFIA x TOPOGRAFIA
A título de exemplo, e para demonstrar a gravidade da situação, criamos uma área fictícia localizada em duas regiões diferentes no estado de São Paulo, dentro do fuso 22, cuja amplitude vai de 54° a 48° e cujo meridiano central é o meridiano de 51°.
Posição 1 - Proximidades dos limites do fuso 22 - 48°
Gleba posicionada nas proximidades da cidade de Morro Agudo - SP, Latitude de 22°10´45",3894 e longitude de 48°05´16",3146, para o ponto de referência (M01), cuja área é superior a 11.000,00 há.
Elaboramos os cálculos das coordenadas dos vértices limítrofes da referida área, tanto no plano cartográfico (como manda a lei 10.267),quanto no plano topográfico, (como manda o bom censo), e editamos as planilhas correspondentes, procurando mostrar as diferenças de elementos técnicos entre as duas situações. Atentemo-nos para a diferença entre áreas.
Posição 2 - Proximidades do centro do fuso 22 - 51°
De outra forma, executamos os mesmos cálculos, agora para a gleba deslocada para uma região próxima da cidade de Pereira Barreto - SP, na mesma latitude de 22°10´45",3894, porém na longitude de 51°05´16",3146 de tal forma que os resultados possam ser comparados nos seus extremos.
Os resultados dos cálculos mostram que a mesma gleba considerada em regiões diferentes, quando representadas pelas suas coordenadas limítrofes georeferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro (SGB), como manda a lei, planilhas correspondentes, apresenta resultados de área, azimutes e distâncias, diferenciados para cada nova posição. Isto é cartografia.
Mostra ainda que esta mesma gleba, representada no plano topográfico, ou seja, pelas sua coordenadas topográficas locais, não sofrem variações, independente da sua posição, para qualquer lugar do mundo. Observemos que os Azimutes, Distâncias entre vértices e Áreas são exatamente iguais, tanto numa quanto noutra região, embrora as coordenadas da obra sejam totalmente diferentes. Aqui, o que está georeferenciado é o projeto, a obra e não os vértices, individualmente, conforme determina a lei. Isto é topografia.
Os cálculos desenvolvidos para o exemplo em questão demonstram uma diferença de 15,2231  para maior no plano cartográfico para a região de Morro Agudo, e uma diferença de 11,5181 há para menor no plano cartográfico, para a região de Pereira BarretoAqui, repetimos, está a grande questão, os valores de áreas, azimutes e distâncias, no plano topográfico, permanecem inalterados nas duas situações.
As diferenças acima citadas são determinadas quando comparamos os planos entre si (Cartografia x Topografia), porém, se observarmos com mais atenção, a diferença entre as próprias projeções cartográficas (Cartografia x Cartografia), quando consideradas nesta ou naquela região é de 26,7421 ha, isto sem contar as diferenças entre os demais elementos, (Azimutes e distâncias).
Já para a topografia, este problema não existe, a área e demais elementos, são exatamente iguais, apesar da diferença de coordenadas para uma e outra região (Topografia xTopografia).
Inversão de valores.
Em atenção às necessidades do País, no que tange ao CNIR, peças técnicas georeferenciadas devem ser geradas a partir do trabalho topográfico, mas o que se vê é uma inversão de valores. Em função da facilidade do uso do GPS - maquininha que fornece as coordenadas georeferenciadas diretamente no campo -, peças técnicas têm sido geradas a partir deste levantamento cartográfico e, amparadas por lei, são encaminhadas aos orgãos competentes, como se tudo fosse topografia.
Não estamos aqui, condenando o uso do GPS, muito pelo contrário, oGPS veio facilitar a execução destes trabalhos. O que precisamos compreender é que, mesmo usuando o GPS, podemos e devemos fazer topografia, quando assim se fizer necessário.
GPS é equipamento geodésico, determina coordenadas geodésicas. A partir destas coordenadas definidoras da projeção cartográfica pode-se e deve-se calcular as respectivas coordenadas topográficas quando assim se fizer necessário. Em outras palavras; um levantamento feito com um GPS no conceito cartográfico, pode e deve ser convertido para o conceito topográfico.
Conclusões.
As questões são simples e diretas.
  • O exemplo tomado neste estudo apresenta uma diferença, ora para mais, ora para menos, em torno de 15 há, para uma gleba de 11000 há, aproximadamente. E se a gleba fosse de 20000, 50000, 80000 há, ou mais?. O erro é proporcional ao tamanho da área. Quem é que responde por isso?
  • Como é que fica a situação dos Cartórios de Registro de imóveis, que passam a receber memoriais com equivocadas informações descritivas dos limites dos imóveis?
  • Como é que fica a situação dos engenheiros, aqueles que sabem o que estão fazendo, que assinam um documento descritivo do limites dos imóveis que, embora amparado por lei, não traduz a verdade?.
  • O cidadão civil, proprietário do imóvel, vive na superfície real e topográfica da terra e não na superfície cartográfica. Como é que fica a sua situação, quando os limites, orientações geográficas e distâncias do seu imóvel são violados e apresentados em cartório na forma de documentos legais, assinados por engenheiros e amparados por lei?
  • O proprietário que durante anos tem seu imóvel devidamente definido topograficamente, vai ter que fazer uma retificação de área para atender a nova lei de recadastramento rural?
  • Como é que o engenheiro pode explicar ao proprietário que resolver conferir topograficamente o seu imóvel - o que lhe é de direito - que embora errado, é assim que a lei manda?
Nosso apelo.
Aqui, na condição de estudioso e profissional da mensuração, preocupado com os desastres que estamos montando para o futuro do nosso País, queremos apelar aos LegisladoresConfeaCreas,Associações de classes ou a quem de direito, para que esta lei seja corrigida enquanto é tempo.
Os imóveis rurais podem e devem ser georeferenciados, sem contudo perderem a característica topográfica de seus limites. Os memoriais descritivos, nestas condições, podem e devem ser encaminhados aos cartórios de registros de imóveis, como tem sido feito em todos os tempos.
Em atenção aos registros em cartórios, os levantamentos topográficos de áreas rurais, devem ser georeferenciados como manda a técnica, "em pelo menos um ponto" e "orientados pelo norte geográfico" e cujos mapas e memoriais devem ser editados a partir das coordenadas topográficas locais, embora a obra em si esteja georeferenciada.
Para os órgãos fiscalizadores, (INCRACNIR e RECEITA FEDERAL), apenas para eles, uma planta cartográfica georeferenciada na totalidade de seus vértices, acompanhada das devidas peças técnicas (Relatórios técnicos, CD´s contendo os desenhos, etc), seja enviada.
Este é o nosso parecer.

Por Djacir RamosEng. Agrimensor CREA 0600703975
Consultor para assuntos de geodésia, topografia e
Geoprocessamento

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

MAIOR PONTE ESTAIADA DO BRASIL

Ponte Rio Negro tem 3.595 metros e será inagurada hoje Considerada a maior ponte estaiada (são 400 metros de trechos suspensos por cabos) do Brasil em águas fluviais e a segunda maior do mundo
 (Foto: Chico Batata/Agecom/Divulgação)

A ponte construída sobre o Rio Negro, com 3.595 metros de comprimento, que liga Manaus a Iranduba (a 27 quilômetros da capital amazonense) será inaugurada na manhã desta segunda-feira. A Ponte Rio Negro é decisiva no desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus (RMM), criada em 2007, com 8 municípios e 2 milhões de habitantes. Após 4 anos de construção, a cerimônia terá a presença do governador do Amazonas, Omar Aziz, e da presidente Dilma Roussef.

Considerada a maior ponte estaiada (são 400 metros de trechos suspensos por cabos) do Brasil em águas fluviais e a segunda maior do mundo, atrás apenas da ponte sosbre o rio Orinoco, na Venezuela, a Ponte Rio Negro é, ao lado do Teatro Amazonas, o maior e mais importante monumento arquitetônico do Estado.

 (Foto: Chico Batata/Agecom/Divulgação)
A partir das 19h a ponte estará aberta ao tráfego de veículos de todos os portes, sem restrição de horário, 24h por dia. Não será permitido o trânsito de bicicletas. Pedestres terão uma área reservada para passar nas áreas laterais. Táxi-lotação e mototáxi são proibidos, conforme o Código Brasileiro de Trânsito (CTB).

Com velocidade máxima permitida de 60km/h, os veículos serão monitorados permanentemente com dez câmeras e redutores de velocidade. A estrutura, conta ainda com um guincho para eventual necessidade de remoção de veículos. No início da ponte, em Manaus, haverá uma base montada, o Centro de Controle de Operações, onde vários órgãos trabalharão controlando a movimentação.

Custos
Construída para solucionar um problema de logística da região, do total de recursos aplicados, R$586 milhões foram fianaciados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$523 milhões do Governo do Amazonas. O custo total foi de R$ 1,099 bilhão

terça-feira, 9 de agosto de 2011

BOM OU RUIM

BRASIL

ponte rio guaíba – texto de augusto nunes

Há uma semana, o governo da China  inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que  liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.
Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Ponte Alegre, uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhão.
Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto númerico resumido no quadro abaixo:
Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.
Depois de ter ordenado o afastamento dos oficiais, aí incluído o coronel do DNIT, Dilma Rousseff parece decidida a preservar o general. “O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento”, avisou nesta segunda-feira uma nota da Presidência da República. “O ministro é o responsável pela coordenação do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes”. Tradução: em vez de demitir o chefe mais que suspeito, Dilma encarregou-o de  investigar os chefiados.
Corruptos existem em qualquer lugar. A diferença é que o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer em outros países uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento e seus parceiros saberiam que o castigo começa com a demissão e termina na cadeia

FONTE: CLICRBS

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ponte levadiça de ferro e aço

A ponte de cauda da Holanda
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Os holandeses têm uma tendência a fazer as coisas de forma diferente. Tome as suas barragens, que são barreiras gigantes contra tempestades, especialmente feitas com tecidos sintéticos para manter a erosão da terra. As ciclovias são feitas em pé de igualdade com as estradas automotivas. E o planejamento da cidade, que mescla vida pública e privada, combina casas geminadas com amenidades, como lojas e instalações esportivas, muito longe da forma de subúrbios planejadas pelos americanos.

Depois, há as pontes. Por causa dos muitos rios em todo o país e o tráfego de barcos, tão alto quanto o volume de veículos na estrada, uma ponte na Holanda deve ser capaz de levantar e abaixar rapidamente sobre vias relativamente pequenas.

Uma ponte levadiça média articulada seria grande demais para a maioria dos canais holandeses, e uma longa ponte íngreme,que consome recursos preciosos também não seria viável. Assim, engenheiros holandeses acharam uma solução para esse dilema com a ponte de cauda: o Slauerhoffbrug. Uma ponte de cauda pode rapidamente e eficientemente ser levantada e baixada a partir de um poste (ao invés de dobradiças). Isso permite que a embarcação passe rapidamente, enquanto o tráfego rodoviário é parado.

A ponte, localizada em Leeuwarden, foi desenhada por Van Driel para ser uma ponte totalmente automática, com capacidade de perceber e se adaptar a seu entorno. O Slauerhoffbrug permite melhor fluxo do tráfego marítimo e do tráfego terrestre.

O Slauerhoffbrug cruza o rio Harlinger Vaart. "A ponte móvel foi necessária porque um novo anel viário cruzaria este canal", diz Van Driel. Construída em 2000 a partir de ferro e aço, a ponte é levantada e abaixada 10 vezes por dia por dois cilindros hidráulicos localizados em uma única torre ao lado da ponte. “O rolamento elevador, completado com asfalto e as marcações da estrada, não causa problemas na estrada quando abaixada. O modelo base é uma ponte giratória limitado basculante, em que a seção de aumento é contrabalançada por um peso, como o Pegasusbrug perto de Ouistreham, na França. Essas pontes foram construídas em todo o mundo nos séculos 18, 19 e 20”, diz.

Esta ponte é construída em forma de L, dobra as barras tendo que levar para o convés, com a fundação construída ao lado da ponte. As vigas são ausentes, o que permite uma altura de construção que aumenta a altura de elevação.

E à moda holandesa essa ponte cauda não é apenas uma proeza da engenharia, mas uma obra de arte. Ela é pintada em amarelo e azul, representante da bandeira Leewaurde. A forma assimétrica pode ser vista a quilômetros de distância, quando a plataforma está completamente levantada e travada na posição vertical.

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